Saiba tudo sobre a Acne!

GUIA: Acne - Entenda o que é, quais os tipos, causas, sintomas, tratamento e muito mais!

Entre os problemas de pele mais comuns, a Acne é um dos que mais incomodam, principalmente adolescentes e mulheres na fase adulta. Isso porque ela pode acarretar lesões incômodas e dolorosas, além de muitas vezes deixar cicatrizes difíceis de tratar.

No post de hoje, reunimos as principais informações sobre a acne, para você entender melhor o que é, quais os tipos, causas, sintomas, além de como tratar e prevenir. Boa leitura!

O que é acne?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, acne é o nome utilizado para se referir aos cravos e espinhas que surgem na pele, decorrente de um processo inflamatório das glândulas sebáceas e dos folículos pilossebáceos.

Este é um problema bem comum na fase da adolescência, mas também acontece na fase adulta, principalmente nas mulheres devido à grande quantidade de hormônios que eles produzem.

As lesões na pele podem causar desconforto e problemas relacionados à autoestima, principalmente em adolescentes. Segundo artigo publicado na Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde, a acne é considerada uma doença de pele, que pode provocar cravos, espinhas, cistos e até mesmo caroços, que podem acarretar cicatrizes.

Ela costuma aparecer durante a puberdade, em que ocorre o início da produção de hormônios femininos (estrógenos) e masculinos (andrógenos), e pode perdurar até a idade adulta, ou aparecer somente nessa fase.

Em geral, a acne aparece com maior frequência no rosto, peito e costas, ombros, peito e áreas com mais glândulas sebáceas. Além disso, ela é mais comum em pessoas com tendência hereditária, ou seja, se seus pais tiveram acne, você está mais propenso a ter do que alguém que não possui essa tendência na família.

Quais os sintomas?

Os sintomas da acne são bastante variados, e podem diferir de pessoa para pessoa. Além disso, situações como estresse, período menstrual, determinados medicamentos (como corticoides e vitaminas do complexo B), exposição exagerada ao sol, contato com óleos, graxas ou produtos gordurosos, época do ano (especialmente inverno) e, principalmente, o hábito de mexer nas lesões (“espremer cravos e espinhas”), podem agravar os sintomas.

Vale lembrar que a acne não é contagiosa e não está relaciona à “sujeira” da pele ou do sangue, como muitas pessoas acreditam. Confira a seguir, os principais sintomas:

  • Comedões/Cravos brancos (glândulas sebáceas obstruídas, com seu orifício fechado);
  • Comedões/Cravos pretos (glândulas sebáceas obstruídas, cujo orifício está aberto, então, o óleo torna-se escuro quando exposto ao ar);
  • Pápulas (lesões sólidas arredondadas, endurecidas e eritematosas);
  • Pústulas/Espinhas (glândulas sebáceas vermelhas, inflamadas, infectadas, algumas vezes com a presença de pus);
  • Nódulos (lesões caracterizadas pela inflamação, que se expandem por camadas mais profundas da pele e podem levar à destruição de tecidos, causando cicatrizes);
  • Cistos (maiores que as pústulas, inflamados, expandem-se por camadas mais profundas da pele, podem ser muito dolorosos e deixar cicatrizes).

O que pode causar a acne?

Como vimos, a acne é provocada pela obstrução das glândulas sebáceas, responsáveis pela produção de sebo da pele. Essa obstrução, pode ser causada por diversos fatores, tais como:

  • Excesso de oleosidade na pele;
  • Acúmulo de bactérias;
  • Desregulação hormonal;
  • Tendência à inflamação (genética);
  • Acúmulo de células e tecidos mortos (queratina);
  • Gravidez ou menstruação;
  • Síndrome do ovário policístico;
  • Certos medicamentos;
  • Determinados produtos aplicados na pele;
  • Roupas muito apertadas;
  • Umidade e sudorese elevadas.

É importante ressaltar, que não é recomendado espremer as espinhas, pois as bactérias presentes em nossas mãos e unhas, podem acabar prejudicando a lesão, além de acarretar muitas vezes manchas e cicatrizes na pele.

Quais são os tipos de acne?

Conforme publicação da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, os tipos de acne são:

  • Acne Grau I: apenas cravos, sem lesões inflamatórias (espinhas);
  • Acne Grau II: cravos e espinhas pequenas, com pequenas lesões inflamadas e pontos amarelos de pus (pústulas);
  • Acne Grau III: cravos, espinhas pequenas e lesões maiores, mais profundas, dolorosas, avermelhadas e bem inflamadas (cistos);
  • Acne Grau IV: cravos, espinhas pequenas e grandes lesões císticas, múltiplos abscessos interconectados e cicatrizes irregulares resultando em deformidade da área afetada (acne conglobata).

Quando a acne é grave?

Comparação entre acne leve e acne grave: Acne/MANUAL MSD

A acne é considerada grave quando apresenta um grande número de cravos e comedões, espinhas e pústulas ou acne cística (profunda), que causam incômodo e dor (grau II). Na acne cística (grau III), ocorre o surgimento de nódulos grandes, vermelhos, dolorosos e cheios de pus, que podem se unir sob a pele e formar abscessos.

Em um grau mais elevado, a acne pode causar cicatrizes mais profundas (de punção), de profundidade razoável, ou ainda fissuras grandes e irregulares. Além disso, em muitos casos elas causam manchas escuras na pele, difíceis de tratar posteriormente.

A acne conglobata (grau III) é a forma mais grave de acne, e pode causar cicatrizes graves e outros tipos de complicações decorrentes das lesões e abscessos. Ela costuma aparecer mais comumente nos braços, abdômen, nádegas e muitas vezes até no couro cabeludo.

Existem ainda dois tipos de acne graves que são raros, são eles a acne fulminante e o pioderma facial, também chamado de rosácea fulminante. Ambos surgem repentinamente e são pouco comuns.

Qual é a diferença de espinha para acne?

Espinha, também conhecida como pústula, é um dos tipos de lesão decorrente da acne, que por sua vez é o nome dado para a doença de pele causada pela obstrução das glândulas sebáceas.

Contudo, é bastante comum as pessoas chamarem as espinhas de acne, o que não é errado, uma vez que elas são decorrentes desse problema. Dessa forma, a diferença entre ambas é que espinha é a lesão e a acne é um problema de pele que causa diversas lesões.

Como tratar

Primeiramente, para identificar a acne, é fundamental passar por um (a) profissional especializado, no caso o (a) dermatologista. Ao diagnosticar a pessoa com acne, é preciso identificar qual o grau da doença para só então, indicar o tratamento adequado.

Em geral, a acne pode ser tratada com dermocosméticos e medicamentos indicados pelo (a) dermatologista. É importante que a acne seja tratada de forma precoce, ao identificar os primeiros sinais, como a presença de cravos ou espinhas, ainda que em pequena quantidade.

Vale lembrar que o tratamento da acne não é indicado apenas por razões estéticas, mas principalmente pela saúde da pele e a saúde psíquica. O tratamento varia conforme a gravidade das lesões e características pessoais do (a) paciente.

Na acne leve, muitas vezes o tratamento pode ser apenas local, através de pomadas e produtos específicos, que contenha ingredientes como: ácido salicílico, peróxido de benzoíla, retinoides , antibióticos, ácido azeláico e até mesmo óleos secativos. Para algumas mulheres, pode ser indicado ainda um tratamento hormonal.

Associado à isso, também podem ser indicados alguns procedimentos complementares, como: limpeza de pele com extração de “cravos”, drenagem de abscessos, infiltração com corticoides em lesões nodulares muito inflamadas ou em cicatrizes elevadas, peelings químicos, microdermabrasão, alguns tipos de laser, luzes e esfoliações químicas, entre outros.

Confira: Rotina para reduzir Cravos — Para que serve, como fazer e dicas de produtos!

Vale lembrar que tanto o diagnóstico quando o tratamento e demais procedimentos, devem ser feitos por profissionais qualificados (as)!

Como prevenir?

Como mencionamos, as principais causas da acne não estão relacionadas necessariamente com a higiene da pele. Contudo, a limpeza adequada da derme pode ajudar a reduzir a oleosidade, causadora do aumento das glândulas sebáceas.

Confira: Conheça uma Rotina completa de cuidados com a Pele Oleosa!

Por isso, adotar uma rotina de cuidados diários com a pele e utilizar produtos indicados para peles acneicas/oleosas, pode ser de grande ajuda na prevenção da acne. É importante que essa rotina contemple etapas como:

É importante ressaltar que a limpeza excessiva da pele pode ser prejudicial, e pode causar irritações que acabam piorando as lesões. Além disso, é indicado evitar qualquer tipo de cosmético que possam conter ingredientes que aumentam a oleosidade da pele.

Segundo a SBD, a acne tem um forte componente genético e não tem relação direta com a alimentação, ao contrário de alguns mitos a esse respeito. Por isso, a organização não recomenda nenhum tipo de dieta ou restrição alimentar para o tratamento ou prevenção da acne.

Além disso, ela ainda recomenda evitar a exposição ao sol, que pode acarretar piora do quadro e ainda piorar as manchas decorrentes das lesões. Procure seguir o tratamento indicado pelo (a) médico (a) e complementá-los com algumas ações:

  • Lave o rosto 2 vezes ao dia com sabonete específico;
  • Lave as mãos frequentemente e evite tocar o rosto desnecessariamente;
  • Não esfregue a pele nem esprema as espinhas, pois isso pode piorar as lesões e deixar cicatrizes;
  • Evite apoiar o rosto nas mãos enquanto você lê, estuda, ou vê televisão;
  • Procure manter os cabelos longe do rosto;
  • Evite a exposição solar.

Ainda que não haja nenhum estudo que comprove a relação entre a acne e a alimentação, procure avaliar se algum alimento desencadeia o surgimento de cravos e espinhas. Isso porque algumas pessoas podem notar uma piora na acne piora após ingerir certos tipos de alimentos, como os gordurosos, por exemplo.

Procure realizar consultas periódicas com um (a) dermatologista, para prevenir a acne e quaisquer outros problemas de pele! Continue acompanhando o Guia Make para mais conteúdos como este 😉